Os perigos (muito sérios) da obesidade

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A obesidade já tem sido chamada de epidemia do século.

Metade das causas de doença e de morte em Portugal têm relação direta com a alimentação, segundo a Direção-geral da Saúde, que aponta o consumo excessivo de sal e de açúcar como fatores de risco para várias doenças.

Há uma preocupação crescente  em combater a obesidade, pois prejudica não apenas o corpo físico, mas o estado interior de uma pessoa como a baixa autoestima. Quem possui muita gordura corporal sente certo um constrangimento ao olhar no espelho e isso pode levar a quadros de angústia e depressão.

Em muitos casos, o indivíduo deprimido precisa ingerir medicamentos antidepressivos para tratar desse problema. O que na verdade tudo o que este indivíduo precisava era de reeducação alimentar.

Assim, os riscos aumentam, por isso é importante alertar as pessoas obesas sobre a gravidade desse estado.

Problemas de saúde que podemos associar à obesidade:

  • Físicos: diabetes mellitus, dislipidemias, HTA, problemas respiratórios, cardiovasculares, osteoarticulares, digestivos;
  • Psíquicos: perda da autoestima, depressão, ansiedade, alterações do comportamento alimentar;
  • Sociais: isolamento social, discriminação laboral;
  • Económicos: em Portugal, segundo a Associação Portuguesa de Economia da Saúde, o custo directo da obesidade, em 1996, foi de 46.2 milhões de contos o que corresponde a 3.5% das despesas totais com a saúde. Em 1999 rondou os 90 milhões de contos.

As pessoas obesas podem ter sintomas nas condições clínicas acima mencionadas.

A pressão arterial elevada, níveis elevados de colesterol, problemas respiratórios e dores nas articulações (nos joelhos ou parte inferior das costas) são bastante comuns.

Quanto mais a pessoa vai se tornando obesa, mais provavelmente sofrerá de um desses problemas de saúde.

Não se deixe ficar no fundo do poço, consultem um profissional de saúde adequado e agarre a corda da vida.

Se a sua vida não tem graça sem comida pouco saudável, então deve rever as suas prioridades e encontrar a graça de viver nos momentos com a sua família, amigos, viagens, etc.

Nutricionista Denise Gomes

Post introduzido por Denise Gomes

Alimentos termogénicos

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Os alimentos termogénicos são ótimos aliados na perda de peso porque para além de deliciosos e versáteis, também são conhecidos como queimadores de gordura. Estes elevam a temperatura corporal e aceleram o metabolismo aumentando o gasto energético em torno de 10%. A sua ação transforma em energia as calorias vindas da alimentação. Pode ver estes efeitos potencializados principalmente quando consumidos dentro de uma rotina de vida saudável, com alimentação balanceada e prática frequente de atividade física.

Alimentos/ substâncias termogénicos:

  • chá verde
  • canela
  • gengibre
  • Chá de hibisco
  • óleo de côco

Bebida caseira termogénica:

– 200 ml de chá verde

– 2 rodelas de gengibre

– 1 pitada de canela

– 2 pedras de gelo

Bater todos os ingredientes no liquidificador e consuma.

 

Nota ⚠️⚠️

Alguns alimentos não são indicados para quem tem qualquer alergia ou restrição alimentar como, por exemplo, a pimenta e a canela. Outros alimentos como chá verde, cafeína, etc, não são indicados para gestantes, hipertensos e pessoas com distúrbios do sono. É o caso também das bebidas termogénicas que combinam várias substâncias para atuarem na disposição e oxidação das gorduras. A orientação é não exagerar no consumo diário e sempre consultar o nutricionista.

Nutricionista Denise Gomes

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Alternativas fit para o doces de Natal

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Não querer engordar no Natal não é sinónimo de não poder comer os doces tão tradicionais do Natal. O Natal também é saborear tradições. Neste Natal mentalize a palavra: equilíbrio

Ao confecionar os seus doces para a Consoada, faça pequenas alterações nas receitas de Natal e delicie-se sem culpa. Pequenas mudanças, grandes resultados.

ALTERNATIVAS LIGHT

Rabanadas
Utilize açúcar light ou adoçante, leite meio gordo, fatias de pão mais finas e
aumente a proporção das claras face às gemas. Experimente fazê-las no forno ou, se fritar, use uma boa quantidade de papel absorvente
para eliminar a gordura. Tem a receita de rabanadas saudáveis aqui.

Sonhos
Faça sonhos de maior dimensão, uma vez que porções pequenas absorvem mais gordura e temos tendência para comer mais.

Azevias
As que têm recheio de gila contêm mais açúcar do que as de batata doce e de grão. Se as fizer em casa opte por adicionar menos açúcar.

Bolo-rei
Por conter frutas cristalizadas têm mais açúcar do que o bolo rainha. Mas este também não é inocente, uma vez que tem muita gordura.
Retirar os frutos cristalizados e/ou secos da cobertura ajuda a reduzir o seu valor calórico. Receita saudável aqui.

Arroz doce, aletria e leite creme

Faça-os com leite magro e diminua a quantidade de açúcar e de gemas.

Lampreia de ovos
Evite. É uma escolha muito calórica. A opção é comer muito pouco.

 

Nutricionista Denise Gomes

Post introduzido por Denise Gomes

Como descobrir a quantidade de açúcar nos alimentos

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Quem tem tempo para preparar o seu alimento todos os dias, ir ao mercado procurar hortícolas frescos e comparar os rótulos de tudo o que compra no supermercado? Se a resposta for não, saiba que faz parte de um grupo grande de pessoas que possuem dificuldades em manter uma dieta saudável – que começa na identificação da quantidade de açúcar nos alimentos.

Quantidade de açúcar – alerta 🚨

O açúcar (hidratos de carbono) é um dos nutrientes essenciais para o organismo e sem ele as células do nosso corpo não funcionam. No entanto, o seu consumo excessivo pode aumentar o risco de várias patologias, incluindo a saúde dental, a obesidade e o tipo 2 da diabetes. Por essas razões, torna-se fundamental conhecer a quantidade de açúcar nos alimentos que consumimos.

4 dicas para descobrir a quantidade de açúcar nos alimentos

1. Verifique a quantidade de açúcares totais

Para descobrir a quantidade de açúcar nos alimentos, é preciso verificar as informações nutricionais que estão nos rótulos dos alimentares. Em “açúcares”, podem estar descritos açúcares naturais (como a lactose e a frutose) como o açúcar refinado (sacarose).

A OMS lançou um alerta sobre os riscos do consumo excessivo de açúcar. As recomendações indicam que o consumo de açúcares simples adicionados à nossa alimentação deve estar abaixo dos 10 % da energia consumida diariamente. De preferência aproximar-se dos 5%.

Ou seja, o total diário de açúcar adicionado aos alimentos (em croissants, sumos, sobremesas, cereais de pequeno-almoço, etc.) não deveria ultrapassar as 6 colheres de chá de açúcar.

Por isso, verifique se a quantidade de açúcar contida no alimento fique bem abaixo deste número.

Tenha em mente que um pacote de açúcar tem 7g, se um iogurte tiver 14g de açúcar contém 2 pacotes de açúcar. Para um iogurte com 125g é bastante.

2. Fique de olho na lista de ingredientes

No rótulo dos alimentos, a lista de ingredientes aparece em ordem decrescente, ou seja, quanto antes vier o açúcar nessa lista, maior a sua concentração no alimento.

Tenha um cuidado especial na procura dessa informação, já que o açúcar pode aparecer com outros nomes, como açúcar mascavado, mel, xarope, melado, glicose, dextrose, maltose e concentrados de frutas.

3. Cálculo rápido dos açúcares 

Uma boa maneira de verificar se o alimento é rico em açúcar ou  é se concentrar no item “dos quais açúcares” o seguinte:
De forma geral, se há mais de 15 gramas de açúcar por 100 gramas, é considerado um produto com alto teor de açúcar.
Se for 5 gramas por cada 100 gramas, é um produto com baixo teor de açúcar.

4. Compare produtos

Ficou na dúvida se aquele alimento tem muito açúcar ou não? Outra forma de descobrir a quantidade de açúcar nos alimentos é comparar com outro produto similar ao que você pretende consumir.

Tenha em mente que mesmo que algumas marcas sejam mais famosas, nem sempre são a melhor para a sua saúde.

Exemplos de valores recomendados
Para sua orientação, eis os valores de gordura, de açúcar e de sal recomendados por 100g de alimento relativamente a alguns produtos:

Iogurtes magros devem ter menos de 0,5 g de gordura, enquanto os iogurtes sem açúcar adicionado devem conter 5/6 g de hidratos de carbono (HC);
Os cereais de pequeno-almoço devem ter menos de 17 g de açúcares e mais de 13 g de fibra;
As bolachas ou tostas devem ter menos de 13 g e no máximo 15 g de gorduras. A quantidade de açúcares deve ser inferior a 5 g.
Em termos de sal ou sódio: assegure que tem menos de 0,6 g de sal ou menos de 0,3 de sódio (300 g). As fibras devem estar nos valores acima de 5 a 6 gramas.

Post introduzido por Denise Gomes